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Wednesday, July 27, 2005

A inexorável desconstrução de Lula

A inexorável desconstrução de Lula

Luciano Martins Costa (*)

Vou ousar aqui repetir um destempero que me atrevi a publicar no jornal O Estado de S.Paulo, em 1992, alguns meses antes de começarem os caras-pintadas a exigir nas ruas a saída do então presidente Fernando Collor de Mello: o governo acabou.

Pode parecer aos mais sensíveis – ou aos mais sensatos – que o observador ensandeceu, ou que simplesmente espera chocar os leitores para lhes extrair comentários, o que sempre envaidece os articulistas. Mas faço a afirmação, convencido pela mesma razão que me fez acreditar, há 13 anos, que o governo Collor estava chegando ao fim: eu havia testemunhado – e registrado, na "Coluna do Estadão", de que fora titular, e em artigos na página 2 – a movimentação lenta mas inexorável das grandes forças econômicas do país para fora do círculo de apoio ao então presidente Collor.

A reação extremada da Fiesp após a detenção dos empresários Eliana Maria Piva de Albuquerque Tranchesi e Antonio Carlos Piva de Albuquerque – desproporcional, sob todos os aspectos, à relevância do fato – é a linha d´água sutil, mas muito significativa, que define o afastamento do poderoso capital paulista do governo, até então tolerado, sob a chefia do ex-metalúrgico do ABC.

Não que o partido do presidente não tenha dado contribuição suficiente para o desfecho que o observador percebe no horizonte. Ninguém, em sã consciência, descartaria o efeito devastador das revelações sobre falcatruas cometidas pelos petistas, sobre as chances de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva levar seu mandato até o fim, ou de, remotamente, se reeleger em 2006. Mas não é apenas e principalmente o escândalo das verbas clandestinas que motiva as forças econômicas – e, por extensão, a grande imprensa – a determinar que Lula deva deixar o poder antecipadamente ou se contentar em completar o atual mandato.

O que pode estar definindo o fim do namoro do patrão com o operário é que, depois de haver conseguido equilibrar um programa econômico que interrompeu a espiral das crises e recolocou o Brasil com destaque no mapa dos negócios mundiais, o governo Lula resolveu levar a sério esse negócio de responsabilidade fiscal. Primeiro, a Polícia Federal prende o dono de um dos mais vistosos escritórios de advocacia tributária do país, colocando sob a mira da Justiça uma seleta lista de empresas de boa reputação. Depois, os policiais levam sob custódia os donos da butique de luxo que faz vibrar o coração provinciano do povo remediado para cima. Em seguida, consolida o projeto da Super Receita, que está destinada a funcionar como o FBI do fisco.

Caldeirões do inferno

Quem, por dever de ofício, é obrigado a ler os relatórios de bancos de investimento e as análises sobre a economia brasileira distribuídas no mercado, não pode ignorar que, de quatro semanas para esta data, os especialistas têm indicado que os fundamentos econômicos e a segurança dos investidores estariam sob risco bastante relativo, em caso de afastamento do presidente da República. Bastaria, para tranqüilizar o mercado, que se consolidasse a possibilidade de um sucessor confiável, capaz de manter a política econômica no mesmo rumo – e deixasse o resto mais ou menos como está, diria um analista mais malicioso.

Se não há perigo para os investimentos, quem precisa tolerar por mais um mandato um governo que a qualquer momento pode resolver fazer reformas indigestas, ainda mais se pesa sobre ele a suspeita de ter se favorecido de dinheiro do caixa 2 de empresas? Se sobreviver ao escândalo, quem garante que, num eventual segundo mandato, Lula não cairia na tentação de reconstruir uma base de apoio menos confiável do que os partidos de aluguel que agora o arrastam para o mar de lama?

Pois bem. O sucessor que está sendo preparado chama-se Ciro Gomes. Discretamente, a oposição conduz o ministro para fora do escândalo, apesar de o deputado Roberto Jefferson, autor das denúncias que destamparam os caldeirões do inferno petista, já tê-lo envolvido em irregularidades no projeto de transposição das águas do rio São Francisco.

Ciro já foi o querido da mídia, em certa altura das eleições de 2002. Tem carisma, pode herdar alguma popularidade do governo Lula e fica bem na TV. Com a economia segura, ele é o nome que tranqüiliza o mercado, dizem alguns analistas.

Processo de desmanche

A pauta que a grande imprensa já comprou diz que o presidente Lula pode não ser cúmplice das falcatruas que vicejaram sob suas barbas, mas – por isso mesmo, e por outras razões – não tem o perfil necessário para ser presidente da República. Se chegou ao cargo, foi um acidente histórico, possibilitado por manobras marqueteiras financiadas com dinheiro sujo. Se seu governo é até aqui bem-sucedido em termos gerais, o mérito não seria dele, mas de sua equipe econômica. Dar-lhe um segundo mandato seria, por essa lógica, premiar a incompetência ou a desonestidade.

Há uma versão mais radical da mesma pauta, patrocinada por aquela parte do empresariado e da política que não quer ver em operação uma força policial treinada para reprimir o crime econômico. Essa versão mais radical, operacionalizada – para usar o jargão de seus patrocinadores – pela turma do gatilho, traz um interesse adicional: a indústria de armas e seus defensores gostariam de levar a crise a um impasse institucional que lhes desse a oportunidade de reverter o referendo sobre o desarmamento civil.

Um texto muito bem elaborado começou a circular nesta semana, sob a forma de abaixo-assinado, alcançando inicialmente endereços eletrônicos de brasileiros com residência em Londres, Boston e Nova York, espalhando-se rapidamente pela internet. Defende explicitamente o impeachment imediato do presidente da República, alinhando fatos reais, denúncias, boatos, interpretações livres e afirmações tresloucadas sobre o envolvimento de Lula em uma conspiração mundial que inclui as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, o Movimento dos Sem-Terra, a Líbia, a Síria, o governo Chávez da Venezuela, Fidel Castro e o narcotráfico internacional.

O arco desse processo de desmanche do governo Lula começa em artigos nos quais se insiste em que, pelo fato de não possuir diploma universitário, o presidente está despreparado para o cargo, mesmo que, objetivamente, seu governo possa ser considerado um sucesso, dadas as circunstâncias em que tomou posse. Termina em e-mails e blogs mais ou menos coerentes, mais ou menos bem elaborados, mas sempre eficientes em minar a confiança geral no atual governo. No centro desse processo está a ação política combinada às operações de mídia.

Lição de História

É exercício didático a leitura dos sites de partidos políticos. Ali se percebe como se exercita a espiral de formação da opinião pública. O político faz uma declaração, que a imprensa divulga, o articulista comenta, o editorial chancela e o site partidário realimenta, dizendo que, segundo a imprensa, tal e tal. O político comenta a especulação que virou afirmação da mídia e um palpite vira fato.

Quando o observador afirma que, para a grande imprensa, o governo Lula acabou, não está fazendo eco ao coro dos petistas flagrados com a mão na mala preta, segundo a qual "a direita conspira para derrubar o governo popular". O observador precisa vasculhar as fontes mais variadas e olhar os fatos com o máximo de objetividade. Não há, na história do Brasil, personagem que tenha resistido à combinação das forças políticas conservadoras com as premissas da grande imprensa.

Não é preciso muito mais para que se consolide na opinião pública que, de fato, Lula foi conivente com a corrupção ou é incompetente. Também não será necessário muito esforço para que a margem de erro da próxima pesquisa de opinião, no limite das incertezas, seja vertida para a coluna negativa, induzindo às manchetes definidoras de uma completa derrocada da popularidade do presidente. Sua aprovação entre os considerados mais educados já está em declínio acelerado.

Debilitado por sua própria incompetência, o Partido dos Trabalhadores tem hoje um poder de mobilização muito reduzido. Não se sabe (porque os últimos anos de comando centralizado nas mãos de José Dirceu o tornaram menos transparente) se ainda persistem em seus quadros líderes capazes de mobilizar a militância para a defesa do governo. O senador amazonense Jefferson Peres (PDT), que na falta de um Ulysses Guimarães tem sido citado pela imprensa como uma espécie de Ruy Barbosa contemporâneo, já alertou que uma tentativa de derrubar Lula pela força – mesmo a força constitucional – poderia gerar sérias instabilidades sociais e políticas.

Mas a grande imprensa brasileira aprendeu muito nos últimos anos. Move-se em consonância plena com suas alianças econômicas e políticas. Suas premissas não são propriamente o que existe de mais avançado em termos de consciência do interesse público, mas sabe se alimentar em boas fontes de conhecimento. A crise a tornou mais conservadora, o desaparecimento daquela geração de patriarcas que enfrentou as turbulências do século 20 a deixou menos educada. Mesmo assim, ela evolui. Não apoiará uma versão desarmada do golpe de 1964, mesmo que respaldado numa interpretação conveniente do texto constitucional.

A imprensa trabalha para desconstruir Lula, para deixá-lo só, sem uma base partidária e sem condições de consolidar uma aliança que lhe desse a possibilidade de lutar pela reeleição. Quer lhe ensinar uma lição de História: lugar de operário é ao pé da máquina. Quer fazê-lo ver que a eleição de 2006, mesmo que ele chegue lá com a popularidade preservada, será um massacre, porque a massa vai votar naquele que ficar bem na TV.

E ninguém fica bonito tendo ao fundo um mar de lama.

(*) Jornalista no OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA

FIZERAM IGUAL HA MUITO POUCO TEMPO



Arquivo essa mensagem -pois se repete periodicamente e é usada à exaustão pelos ignorantes e pelos de má fé. SACO!!!

A podridão vem de muito tempo...
Mas, agora interessa apurar...

REPASSANDO...



Um estudioso de São Paulo, Altamiro Borges, recuperou brevemente a nossa
memória política da década recente e a colocou na rede. O sociólogo
Rogério Chaves enxugou o texto, que envio a vocês na esperança de que
possa contribuir para o debate - e para que não esqueçamos dos anos
tucanos (ainda tão recentes e precocemente esquecidos) e também de que a
campanha presidencial já começou...



        * Sivam: Logo no início da gestão de FHC, denúncias de corrupção
e tráfico de influências no contrato de US$ 1,4 bilhão para a criação do
Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam) derrubaram um ministro e dois
assessores presidenciais. Mas a CPI instalada no Congresso, após intensa
pressão, foi esvaziada pelos aliados do governo e resultou apenas num
relatório com informações requentadas ao Ministério Público.

        * Pasta Rosa: Pouco depois, em agosto de 1995, eclodiu a crise
dos bancos Econômico (BA), Mercantil (PE) e Comercial (SP). Através do
Programa de Estímulo à Reestruturação do Sistema Financeiro (Proer), FHC
beneficiou com R$ 9,6 bilhões o Banco Econômico numa jogada política
para favorecer o seu aliado ACM. A CPI instalada não durou cinco meses,
justificou o "socorro" aos bancos quebrados e nem sequer averiguou o
conteúdo de uma pasta rosa, que trazia o nome de 25 deputados subornados
pelo Econômico.

        * Precatórios: Em novembro de 1996 veio à tona a falcatrua no
pagamento de títulos no Departamento de Estradas de Rodagem (Dner). Os
beneficiados pela fraude pagavam 25% do valor destes precatórios para a
quadrilha que comandava o esquema, resultando num prejuízo à União de
quase R$ 3 bilhões.
A sujeira resultou na extinção do órgão, mas os aliados de FHC impediram
a criação da CPI para investigar o caso.

* Compra de votos: Em 1997, gravações telefônicas colocaram sob forte
suspeita a aprovação da emenda constitucional que permitiria a reeleição
de FHC. Os deputados Ronivon Santiago e João Maia, ambos do PFL do Acre,
teriam recebido R$ 200 mil para votar a favor do projeto do governo.
Eles renunciaram ao mandato e foram expulsos do partido, mas o pedido de
uma CPI foi bombardeado pelos governistas.

        * Desvalorização do real: Num nítido estelionato eleitoral, o
governo promoveu a desvalorização do real no início de 1999. Para
piorar, socorreu com R$ 1,6 bilhão os bancos Marka e FonteCidam - ambos
com vínculos com tucanos de alta plumagem. A proposta de criação de uma
CPI tramitou durante dois anos na Câmara Federal e foi arquivada por
pressão da bancada governista.

        * Privataria: Durante a privatização do sistema Telebrás,
grampos no BNDES flagraram conversas entre Luis Carlos Mendonça de
Barros, ministro das Comunicações, e André Lara Resende, dirigente do
banco. Eles articulavam o apoio a Previ, caixa de previdência do Banco
do Brasil, para beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha
como um dos donos o tucano Pérsio Árida. A negociata teve valor estimado
de R$ 24 bilhões. Apesar do escândalo, FHC conseguiu evitar a instalação
da CPI.

* CPI da Corrupção: Em 2001, chafurdando na lama, o governo ainda
bloqueou a abertura de uma CPI para apurar todas as denúncias contra a
sua triste gestão. Foram arrolados 28 casos de corrupção na esfera
federal, que depois se concentraram nas falcatruas da Sudam, da
privatização do sistema Telebrás e no envolvimento do ex-ministro
Eduardo Jorge. A imundice no ninho tucano novamente ficou impune.

        * Eduardo Jorge: Secretário-geral do presidente, Eduardo Jorge
foi alvo de várias denúncias no reinado tucano: esquema de liberação de
verbas no valor de R$ 169 milhões para o TRT-SP; montagem do caixa-dois
para a reeleição de FHC; lobby para favorecer empresas de informática
com contratos no valor de R$ 21,1 milhões só para a Montreal; e uso de
recursos dos fundos de pensão no processo das privatizações. Nada foi
apurado e hoje o sinistro aparece na mídia para criticar a "falta de
ética" do governo Lula.  E apesar disto, FHC impediu qualquer apuração e
sabotou todas as CPIs.

        Ele contou ainda com a ajuda do procurador-geral da República,
Geraldo Brindeiro, que por isso foi batizado de "engavetador-geral". Dos
626 inquéritos instalados até maio de 2001, 242 foram engavetados e
outros 217 foram arquivados. Estes envolviam 194 deputados, 33
senadores, 11 ministros e ex-ministros e em quatro o próprio FHC. Nada
foi apurado, a mídia evitou o alarde e os tucanos ficaram intactos. Lula
inclusive revelou há pouco que evitou reabrir tais investigações - deve
estar arrependido dessa bondade!

        Diferente do reinado tucano, o que é uma importante marca
distintiva do atual governo, hoje existe maior seriedade na apuração das
denúncias de corrupção. Tanto que o Ministério da Justiça e sua Polícia
Federal surgem nas pesquisas de opinião com alta credibilidade. Nesse
curto período foram presas 1.234 pessoas, sendo 819 políticos,
empresários, juízes, policiais e servidores acusados de vários esquemas
de fraude - desde o superfaturamento na compra de derivados de sangue
até a adulteração de leite em pó para escolas e creches. Ações de desvio
do dinheiro público foram atacadas em 45 operações especiais da PF.

        Já a Controladoria Geral da União, encabeçada pelo ministro
Waldir Pires, fiscalizou até agora 681 áreas municipais e promoveu 6 mil
auditorias em órgãos federais, que resultaram em 2.461 pedidos de
apuração ao Tribunal de Contas da União. Apesar das bravatas de FHC, a
Controladoria só passou a funcionar de fato no atual governo, que
inclusive já efetivou 450 concursados para o trabalho de investigação.
"A ação do governo do presidente Lula na luta decidida contra a
corrupção marca uma nova fase na história da administração pública no
país, porque ela é uma luta aberta contra a impunidade", garante Waldir
Pires.

        Diante de fatos irrefutáveis, fica patente que a atual investida
do PSDB-PFL não tem nada de ética. FHC, que orquestrou a recente eleição
de Severino Cavalcanti para presidente da Câmara, tem interesses menos
nobres nesse embate. Através da CPI dos Correios, o tucanato visa
imobilizar o governo Lula e desgastar sua imagem, preparando o clima
para a sucessão presidencial. De quebra, pode ainda ter como subproduto
a privatização dos Correios, acelerando a tramitação do projeto de lei
1.491/99, interrompida pelo atual governo, que acaba com o monopólio
estatal dos serviços postais.

ELIO GASPARI A coligação PT-PSDB-PFL

Folha de S Paulo
 É dura a vida da choldra. O comissariado petista é apanhado comendo com a mão, guardando dólares na cueca e o presidente da República resolve ensinar aos cretinos que "o PT fez, do ponto de vista eleitoral, o que é feito no Brasil sistematicamente". Ou seja, fizemos o que os outros fizeram. Mama quem pode e obedece quem tem juízo.
Passam uns dias e a patuléia fica sabendo que o deputado Roberto Brant, ex-ministro do tucanato aninhado no PFL, foi beneficiário de uma valeriana de R$ 150 mil. O doutor recebeu a pronta e irrestrita solidariedade de seu partido.
Nada de novo, em 1999 o pefelê levou seis meses para expulsar o deputado Hildebrando Paschoal, aquele cujos sequazes esquartejavam as vítimas com serras elétricas. Brant foi para o ataque: "Quem não tiver recebido dinheiro não contabilizado que atire a primeira pedra".
A patuléia aprendeu duas lições: O PT fez o que todo mundo faz. O PFL faz o que todo mundo faz e ninguém tem autoridade para criticar o doutor Brant.
O terceiro ensinamento veio com a revelação de que, em 1998, a coligação que batalhava pela reeleição do governador mineiro Eduardo Azeredo foi bafejada por um empréstimo valeriano de R$ 11,7 milhões, tomado no Banco Rural, igualzinho ao de 2003 para o PT.
Azeredo é hoje um grão-tucano, presidente do PSDB. Respondeu à denúncia com uma aula: "Passaram-se três eleições, não faz sentido discutir uma campanha de 1998". Ou seja: malfeitoria de tucano prescreve em sete anos e "não faz sentido" nem lembrar o assunto.
Lula, Brant e Azeredo comportam-se como se fossem marqueses numa ilha tropical, fazendo à patuléia o favor de governá-la. A corrupção eleitoral não os diferencia. Pelo contrário, os associa. Juntam-se na cobiça do andar de cima e no descaso pelo andar de baixo.
Eles não generalizam a prática da malfeitoria com o propósito de combatê-la, mas para impô-la. Lula, Brant e Azeredo tratam as maracutaias contábeis como se elas fossem um acidente geográfico: o Pão de Açúcar fica à esquerda de quem entra na Barra e minha prestação de contas é uma fantasia aritmética. Tratam o assunto com a arrogância de coronéis do sertão, mas falta-lhes a coragem para dizer essas coisas durante as campanhas eleitorais.
Se o dinheiro que foi para as cuecas petistas tivesse saído do bolso de Brant ou de Azeredo, tudo bem. Da mesma forma, se os jabaculês do PSDB e do PFL viessem da caixa do Delúbio, tudo se resumiria a uma ação entre amigos. O problema é que todo esse dinheiro, até o último centavo, tem uma só origem: a bolsa da choldra, e ela paga impostos europeus por serviços africanos.
Lula, Brant e Azeredo poderiam percorrer o Brasil como uma trinca caipira, explicando as virtudes políticas de seus partidos e as semelhanças financeiras de seus costumes.

Sunday, July 24, 2005

Lula Chega ao fim? Tomara que sim, mas acho que não

Primeira Leitura
Por Reinaldo Azevedo

Leitores que nem conheço, muitos já íntimos por e-mail, e alguns amigos têm-me me perguntado o que acho que vai acontecer. Não como oráculo, é claro. Até porque, fosse eu um, já teria comprado uma Land Rover, uma vez que o LFD, o amigo mais rico que tenho, não me dá uma de presente... É isso que dá ter amigos ricos cuja relação é mediada por mútua admiração intelectual. Equivocadamente, eles acabam lhe dando afeto, apreço, atenção, em vez de Land Rovers. Não é o fim da picada? Silvio Pereira, sim, este mostrou o que vale uma amizade sincera! Mas vamos voltar ao ponto. Têm-me perguntado o que acho que vai a acontecer. E começo sempre respondendo o que eu gostaria que acontecesse.

Para mim, o melhor cenário seria o Apedeuta comer o seu governo até a última letra, disputando a reeleição e, obviamente, perdendo. Por que "obviamente perdendo"? Porque o PT estará certamente destruído nas eleições de 2006, vai para disputa eleitoral com a reputação destroçada, elegendo uma bancada inferior à que tem hoje. A esta altura, fica até difícil saber quem comporia uma coligação com os petistas. Ou muito dinheiro ainda está escondido em malas secretas, ou a legenda terá severos problemas de financiamento inclusive. Mereceria ficar do tamanho do Prona. Já imaginaram aquela senhora gritando: "Meu nome é Ideliiiiiiiii"?

Intuo, nessa hipótese, que o candidato que aparecesse com mais chances contra Lula tenderia a formar um arco de alianças bastante amplo, levando consigo o ora governista, mas nem tanto, PMDB. A Lula restaria, quem sabe?, o PC do B, pedaços do PSB e o PP de Paulo Maluf. Se isso corresponde a uma gargalhada de escárnio da história, a culpa é dos petistas, não minha. Na hipótese desastrosa da vitória de Lula, PSDB e PFL ficariam, é certo, na oposição, e o governo seria uma crise permanente, com Lula tomado, aí sim, por delírios chavistas, que já começam a se anunciar.

Então, retomando: o bom cenário é Lula ficar até o fim, disputar e perder. Perder para qualquer um? Não! Como sempre digo tudo e estou pouco me lixando para a patrulha comuno-petista que ganha Land Rover de presente, a resposta é clara: espero que seja eleito um candidato de uma coligação PSDB-PFL. Acho que assim se constituiria um centro de poder que os esquerdistas certamente chamariam de "eixo conservador" ou qualquer bobagem do gênero falsamente pomposa. Ok. Que fiquem com o "eixo progressista" que aí está, hehe. Já que não pretendo ser agressivo, mas sempre instrutivo, cito, para essa turma, Fernando Pessoa (Álvaro de Campos), de Lisbon Revisited (1923): "Vão para o diabo sem mim,/ Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!/ Para que havemos de ir juntos?".

Ocorre, meus camaradas, que o que vai acima é o que eu gostaria que acontecesse, mas, sinceramente, não acho que é o que vai acontecer. Infelizmente, creio que Lula não chega ao fim do mandato: ou renuncia ou será impichado, para usar no particípio passado este neologismo. A rigor, entendo eu, já existem motivos para que se abra um processo por crime de responsabilidade contra o presidente, o que só não se fez ainda porque as pesquisas de opinião indicam a resistência do "companheiro". Quem impicha presidentes (isso ainda acaba virando uma tradição...) é o processo político, mas de olho na opinião pública. A de Lula já deu sinais importantes de corrosão na pesquisa do Ibope, que agora se repetem no Datafolha.

Bem, por que digo que não aposto que o mandato chegue ao fim? Porque aquela oposição feita pelo senador Arthur Virgílio (PSDB –AM), submetida a uma desaceleração de quem, como eu, não tem imunidade parlamentar, faz todo sentido. Qual oposição? Um presidente que seria "ou idiota ou corrupto". Vamos botar em outros termos: "Ou alheio ou conivente". O que seria melhor para o país? Eu diria que ambas as coisas são trágicas, com a ligeira possibilidade de que o alheamento seja ainda pior. O conivente, ao menos, se tiver simancol, uma vez alertado, poderia, sei lá, pôr um freio na coisa toda — o que, obviamente, não o livraria dos crimes cometidos e da responsabilidade que teria. Já o alienado, o selenita, pode levar o país à tragédia sem nem mesmo saber.

Reparem bem: não há área do governo que não tenha sido tocada por este polvo teratológico de mil braços que é o PT. A descoberta, a cada dia, de irregularidades novas foi dizimando o generalato de Lula. Quando teve de se socorrer, foi apelar às portas de fatias do PMDB e do PP que não representam, necessariamente, um fortalecimento ético do seu governo. De fato, a operação é inútil. Vai-se revelando o que aqui já se anunciou tantas vezes: Santo André foi o software de uma experiência de poder que carrega, ademais, uma marca trágica.

À medida que a imagem de Lula for desgastando-se, e vai se desgastar, pode começar a diminuir também a tolerância do sistema político com a revelação de contínuos desmandos do governo. Desmandos que tiveram início, de fato, ainda antes da conquista da cadeira presidencial. Hoje, está claro para todo mundo, por exemplo, que uma multinacional, um empresário e um banco fizeram doações milionárias à campanha de Lula sem registro. Disso Lula não sabia também, certo? O dinheiro sempre jorrava à vontade, e ele, um czar no PT, nunca se interessou em saber a origem, é isso? Quer dizer que, com efeito, governa o Brasil com o mesmo grau de descompromisso com que governava o PT? Quanto tempo mais os nomes dos doadores permanecerão secretos? Eu sei. Todo jornalista sabe. Falta a prova que livre de um processo judicial quem divulgar, só isso. Os flertes do partido com a ilegalidade antecedem a sua chegada ao poder.

É este mesmo Lula, então, que permite que uma verdadeira gangue opere em seu governo — tenha ela só objetivos ideológicos ou junte a estes a safadeza pura e simples, pouco importa — que vai se candidatar a um segundo mandato, a nos oferecer mais do mesmo, mas, ai, sem nem mesmo aquela estrutura mínima que o PT lhe oferecia? Sinceramente, leitores, ainda que Lula sobreviva a algumas realidades que insistem em subir a rampa do Palácio para assombrá-lo e a seu mandato, parece-me que não haverá estrutura para segurar o rojão até o fim. A sua declaração de sexta, de que não vai baixar a cabeça para a elite brasileira, é sinal óbvio de fraqueza.

Observem: ninguém no gozo de todas as suas faculdades institucionais fala um troço desse. Demonstra o ânimo chavista do presidente? Acho que sim. Ocorre que, nessa hora, ele evidencia também o seu grau de isolamento. Se avançar, para valer, na clivagem dos pobres contra os ricos, pode até vir a ser um mártir, mas vai perder a batalha, que é o que, de fato, importa. Ademais, o chavismo de Lula já existia antes da decadência de seu governo. O auge de suas tentações totalitárias coincide com o momento em que o governo tinha a sua melhor avaliação. Esta é a desgraça dessa gente: não sabe ser democrática na paz; não sabe fazer a guerra na democracia.

Parece que o cerco está chegando perigosamente perto do presidente. Ainda que não o atinja pessoalmente ou a alguém de sua família, pode começar a ser inaceitável ter um presidente que se comportaria, então, diante de companheiros menos experientes do que ele próprio, como um palerma. Se a onda invadir o palácio, aí esqueçam: Lula cai. O sistema pode até ser hipócrita, como tentou anunciar em Paris, naquela armação vergonhosa. Mas existe o cumprimento de certos rituais.

Seja por uma coisa, seja por outra, acho, infelizmente, que Lula não chega ao fim. Digo "infelizmente" porque isso implicaria mais turbulências do que eu desejaria para o país. Não tem nada a ver com essa bobajada de lamentar que um partido popular e operário tenha se corrompido no poder etc. etc. etc. O PT nunca foi nem uma coisa nem outra. Tampouco se fez exemplo de pureza. Para a democracia, o melhor é que termine seus dias gritando: "Meu nome é Ideliiiiiiiii".

Texto publicado em 24 de julho de 2005.

A última do Apedeuta

A última do Apedeuta
Por Reinaldo Azevedo

Lula realmente acredita, ou finge acreditar, que seus pais analfabetos, que não sabiam "fazer o 'o' com o copo", acabaram por lhe transmitir uma carga genética que o torna especialmente afeito à ética. Esta foi a mística que inventaram para ele, alimentada, é bom que se diga, por uma parcela imensa da crônica política, a maior parte dela, agora, migrando para o campo crítico, como se dissesse, ela sim, "esqueça o que eu escrevi". Já disse que estou reunindo farto material sobre a ascensão de Lula e como ele chegou ao poder. Quero reconstituir o zeitgeist, o espírito do tempo, ao longo de 2001 e 2002, que guindou o Apedeuta à condição de Demiurgo.

Não é apenas Lula que faz a apologia da ignorância. Ele, ao menos, o faz em proveito próprio. Também os que lhe incensaram biografia e trajetória o fizeram. E nem era em proveito próprio, mas a serviço de um exotismo teórico: por ter origem popular, ele estaria especialmente talhado para fazer um governo eficiente e decente. A memória do país se esvai na voragem do cotidiano. Recuperá-la é uma tarefa obrigatória.

Eis aí. Agora vemos Lula como uma ilha, vermelho de indignação, movido por uma ira bronca e desinformada, arrancado dos alfarrábios de sua biografia mistificada o pai e a mãe analfabetos para tentar justificar a lambança em que está imerso o seu governo. Lula é culpado? Quando menos, é culpado de ser o PT como é. Ele próprio jamais se preocupou em saber de onde vinha o dinheiro que lhe garantia a vida de burguês folgazão do capital alheio. Sim, do capital alheio. Porque "os patrão" que ele satanizava em cima dos caminhõezinhos de som da CUT, estes sempre trabalharam, ocupados em ganhar mercado, vender seus produtos ou serviços, pagar salários, arcar com o pagamento de impostos, mover-se no cipoal da legislação. Tudo aquilo que o queixo mole e o verbo roto de Lula, ornados por sua barbicha demodé, ora prateada pelo tempo, mas ainda sem conferir juízo, ignorava existir.

O Apedeuta era, a um só tempo, o símbolo e o mestre-de-cerimônias de uma farsa acalentada pelas classes médias conscientes e pelos defensores putativos do povo. Ah, se vocês forem reler a crônica política dos anos FHC como tenho feito!!! Eu me arriscaria a dizer que 90% das análises se refestelavam na desqualificação de FHC porque um intelectual, porque vaidoso, porque supostamente mais preocupado com Paris do que com o Jardim Ângela, porque excessivamente cordato etc. etc. etc. O jornalismo político, como quase sempre, se abstinha de falar de economia (por pura ignorância) — a não ser aqueles epodos em favor da justiça social. Ai, ai, afinal, quem teria a coragem de defender a injustiça social, não é mesmo?

Não se davam conta — se darão agora, ainda que retroativamente? — de que depredavam a teoria política em favor do puro e simples empirismo. Era uma campanha constante, subliminar e sub-reptícia, em favor de Lula na Presidência da República. Foi um momento fantástico na história política do país em que um partido que se queria operário e caudatário do "socialismo científico" (Deus meu! Como é que coisas assim puderam virar letra impressa?) formou uma liderança que parecia destinada a chegar à Presidência por uma espécie de direito divino. Inventamos o socialismo místico. O símbolo do PT deveria ser uma galinha preta com farofa na encruzilhada. O PT é o ebó da burritsia de uma parte da intelligentsia uspiana. E não só. Na Universidade de Brasília, Lula, recém-eleito ou em vias de, não lembro bem, foi aplaudido de pé por professores e alunos quando lembrou que não era universitário.

Faz sentido. Boa parte da academia aplaude mesmo porque se sabe inútil. A maioria talvez o invejasse e lastimasse o fato de se ter dedicado ao estudo. Deveria ter feito como Lula: subir no caminhãozinho e largar a língua em quem trabalha, que nisso ele sempre foi muito bom. E bom também para dizer platitudes, que ganhavam a força de fina filosofia na boca de intérpretes e acólitos. Lula, afinal, é o único folgazão do "otium cum dignitate". A diferença é que não produz uma linha. Só adiposidade retórica, além da real.

Vamos tomar muito cuidado nesta hora. Lancei no mês passado a tese de que Lula deveria anunciar que não é candidato, buscar uma concertação política em favor de um mandato único de cinco anos para seu sucessor, com proposta de parlamentarismo a partir de 2012. Saíram gritando por aí que era golpismo. Alguns daqueles que ajudaram Lula a chegar ao poder, aqueles dos quais falo lá nos parágrafos iniciais, resolveram atribuir à idéia ao PSDB, esse partido que teria medo do povo, dizem eles. Então tá bom. Agora, parece, a coisa toda já perdeu sentido mesmo. Vamos seguir na marcha em que estamos, com o Planalto começando a ver os primeiros sinais de uma pesada nuvem negra (aquelas que anunciam tempestades), com Lula preso em seu labirinto, começando a reproduzir aquela glossolalia à moda Collor de quem vai se alienando. Nada do que propus era alheio à Constituição, muito ao contrário.

Alguns malucos por aí falam em antecipar eleições. Aí, sim, já se trata de investir na bagunça, em vez de investir na ordem. O país tem um vice-presidente da República no pleno gozo de suas faculdades mentais, ainda que muitos possamos não gostar do que diz. Uma coisa é fazer uso inteligente das instituições que temos; outra é procurar usá-las ad hoc. O tempo de Lula já passou. E notem bem: já passou ainda que atravesse o furacão e venha a ser reeleito. A esperança que sustentava a chegada do PT ao poder (a de muitos, não a minha, que nunca acreditei na farsa, como sabem os leitores) era a de que tivesse mais sensibilidade para a área social e fosse dar mais atenção à área produtiva.

Em vez disso, constituiu-se num grupo para assaltar o Estado e para criar um governo das sombras, cujo intuito era apenas consolidar o poder do próprio aparelho, substituindo as causas da República pelas do partido. Com o agravante, é claro, de que, livres de quaisquer amarras institucionais e morais, absolvidos de antemão pelos nobres objetivos de construir a República dos companheiros, seus promotores se aproveitaram para amealhar bens pessoais, como a Land Rover do agora ex-petista Silvio Pereira. Invejo esse moço: tenho muitos amigos mais pobres do que eu. Mas tenho alguns muito, mas muito mais ricos. E ninguém me dá uma Land Rover de presente! Os meus amigos ricos costumam me dar livros, os sovinas! Já sei: esperam que eu lhes dê em troca algumas mal traçadas. É isso: descobri que eles corrompem os meus advérbios e as minhas orações subordinadas.

Não, Lula! O pai e a mãe analfabetos de Vossa Excelência — e os de ninguém — não o fazem especialmente ético. Dizer que a ética não depende do grau de instrução dos progenitores não quer dizer que ela será inversamente proporcional à escolaridade de ambos. Ou o analfabetismo seria a solução para se ter um país, finalmente, ético. Nem Pol Pot chegou tão longe. O que quer que Vossa Excelência tenha feito ou tenha permitido que se fizesse não guarda relação necessária com seus ascendentes. Eu diria até que, para o bem e para o mal, a Excelência é mesmo um autodidata. Autodidata até demais...

Texto publicado em 22 de julho de 2005

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Clipping de 20 07 2005

Clipping de Hoje
 
 
 Correio Braziliense
  PP, PL E ATÉ O PT/DF RECEBERAM MESADA DE MARCOS VALÉRIO
  Raimundo o "mensageiro"
  Delúbio, o intocável
  Simbolismo
  Nada a declarar
  Um congresso sob pressão
 Folha de S. Paulo
  PAPÉIS PROVAM SAQUES DE DEPUTADOS
  Ex-ministro do PL recebeu R$ 250 mil em dinheiro
  Executiva do PT rejeita a suspensão de Délúbio
  Amigo de Severino deve substituir Olívio Dutra
  Pereira diz desconhecer 'mensalão' e empréstimos
  Arrecadação de tributos federais aumentam 6,19%
 Gazeta Mercantil
  GM ESCOLHE O BRASIL PARA CRIADOR DE CARROS
  Emprego e renda vão bem no ano, mas há incertezas
  Incentivo para TI da MP do Bem já dá resultados
 O Globo
  QUEBRA DE SIGILO PROVA QUE VALÉRIO PAGAVA A DEPUTADOS
 Valor Econômico
  CÂMBIO LEVA GOVERNO A RESTRINGIR IMPORTAÇÕES
  CPI revela pagamento de Valério a políticos do PT, PP, PL e PSDB
  Taxa de juro real sobe com Selic estável
  Varig busca crédito novo junto ao BB
     
 Colunas
  Ari Cunha - Retaliação na Europa (Correio Braziliense)
  Brasil - Um pacto das elites para sair da crise (Valor Econômico)
  Brasília-DF - Expurgo à vista (Correio Braziliense)
  Carlos Heitor Cony - Deputado e testemunha (Folha de S. Paulo)
  Clóvis Rossi - A estrela e o horror (Folha de S. Paulo)
  Dora Kramer - Mistura fina (O Estado de S. Paulo)
  Mercado Aberto - Vale acusa IBS de favorecimento (Folha de S. Paulo)
  Painel - Direção de cena (Folha de S. Paulo)
  Política - PT e governo já têm imagem danificada (Valor Econômico)
  Valdo Cruz - Caiu a máscara (Folha de S. Paulo)
 Política
  DEPUTADOS NA BOCA DO CAIXA (O Globo)
  DOCUMENTOS LIGAM SAQUES A DEPUTADOS; CRISE SE AGRAVA (Folha de S. Paulo)
  Mensalão na boca do caixa (Correio Braziliense)
  Ex-ministro confirma ajuda de Delúbio (Folha de S. Paulo)
  Executiva do PT mantém Delúbio no partido (Folha de S. Paulo)
  Lula demite Olívio, mas adia anúncio por pressão do PT (Folha de S. Paulo)
  PT de Brasília é atingido (Correio Braziliense)
  Saques envolvem PT, base aliada e oposição (Valor Econômico)
  Silvio pode ter tido carro pago por empresa (Folha de S. Paulo)
  "Vou falar tudo", diz ex-mulher de presidente do PL (Folha de S. Paulo)
  À CPI, ex-secretário-geral nega nomeações (Folha de S. Paulo)
  Adauto admite que recebeu ajuda (O Estado de S. Paulo)
  Alvo de seqüestro (Correio Braziliense)
  Após denúncias, diretor da Secom pede demissão (Folha de S. Paulo)
  As revelações da ex-mulher (Correio Braziliense)
  Banco quer Cobrar do PT na Justiça (Correio Braziliense)
  Cerco ao contador (Correio Braziliense)
  CPI do Mensalão começa hoje as investigações (Gazeta Mercantil)
  CPI quebra sigilos de ex-assessor de Palocci (Folha de S. Paulo)
  CPI vai investigar ligações de Silvio Pereira com contratos da Petrobrás (O Estado de S. Paulo)
  Delgado exonera assessor e cobra modéstia do PT (O Estado de S. Paulo)
  Depoimento cancelado (Correio Braziliense)
  Dirceu articula contra Tarso no PT (O Estado de S. Paulo)
  Disputa pelo comando (Correio Braziliense)
  Dívida de R$ 39 milhões faz PT anunciar arrocho (Folha de S. Paulo)
  Em análise, 12 mil notas fiscais da DNA (Gazeta Mercantil)
  Ex-assessor de Gil está na lista (Correio Braziliense)
  Ex-assessor isenta irmão de Genoino (Folha de S. Paulo)
  Ex-secretário do PT nega acusações (Gazeta Mercantil)
  Ex-tesoureiro do Rural revela esquema de saque (O Estado de S. Paulo)
  Executiva livra Delúbio (Correio Braziliense)
  Fortes é suspeito de licitação dirigida (O Estado de S. Paulo)
  Fundos de pensão suspeitos (Correio Braziliense)
  Genro: dinheiro não chegou ao PT (Gazeta Mercantil)
  Gushiken estranha contrato com estatal garantir crédito (O Estado de S. Paulo)
  Imprensa francesa questiona Planalto (Correio Braziliense)
  João Paulo não contesta saque de sua mulher (Folha de S. Paulo)
  Justiça Federal de Minas afasta PF das investigações do mensalão (O Estado de S. Paulo)
  Lula chama o PP para ocupar Ministério das Cidades (Gazeta Mercantil)
  Lula critica a "pequenez" política (Gazeta Mercantil)
  Lula pede cargo de Olívio para dar ao PP e desencadeia nova crise (O Estado de S. Paulo)
  Lula segue sem abalos (Correio Braziliense)
  Metade dos empréstimos têm garantia de contratos (Valor Econômico)
  Na posse de Wagner, elogios a ex-ministros (O Estado de S. Paulo)
  Olívio perde para Severino (Correio Braziliense)
  Partido avisa que dará calote em dívidas informais com Valério (O Estado de S. Paulo)
  Partido não assume dívida de caixa dois (Valor Econômico)
  Pesquisa Ibope revela que 42% não confiam em Lula (Folha de S. Paulo)
  Petista se recursa a sobre patrimônio e diz apenas que tinha salário de R$9 mil (O Estado de S. Paulo)
  PF apreende documentos de Valério (Gazeta Mercantil)
  PFL quer extinção do registro petista (Gazeta Mercantil)
  Prestígio de Lula se mantém, mas 39% acham que ele está ligado a corrupção (O Estado de S. Paulo)
  Procurador vê indícios em garantia de empréstimos (Valor Econômico)
  PT, PL e PP sacavam dinheiro das contas de Valério no Rural (O Estado de S. Paulo)
  Serra critica economia e Furlan contesta prefeito (Valor Econômico)
  Sigilos quebrados (Correio Braziliense)
  Silvio assinou balanços de 2003 e 2004 (Gazeta Mercantil)
  Sob ameaça de sequestro, Valério pede proteção policial (Valor Econômico)
  Um gerador de dividendos políticos e eleitorais (Gazeta Mercantil)
  Valério pagou deputados do PT, PP e PL (Folha de S. Paulo)
  Wagner promete sintonia (Correio Braziliense)
  Wagner toma posse na Articulação Política (Gazeta Mercantil)
  Patrimônio sob suspeita (Correio Braziliense)
  Um Congresso sob tensão (Correio Braziliense)
 Economia
  GM ESCOLHE O BRASIL PARA CRIADOR DE CARROS (Gazeta Mercantil)
  GOVERNO ESTUDA CONTER IMPORTAÇÕES (Valor Econômico)
  Abertas 195,5 mil vagas no país (Correio Braziliense)
  ABN brasileiro "já viu esse filme antes" (Gazeta Mercantil)
  Aposentado usa crédito para quitar dívida (Valor Econômico)
  Arrecadação atinge valor recorde para meses de junho (Gazeta Mercantil)
  Arrecadação cresce 10,8% e bate recorde para junho (Gazeta Mercantil)
  Banco quer reduzir verba à habitação (Folha de S. Paulo)
  BNDES aporta R$ 150 mi na Brasil Ferrovias (Folha de S. Paulo)
  Bovespa tem nova queda (Gazeta Mercantil)
  Brasil admite corte em tarifa industrial (Valor Econômico)
  Calçado pode ser taxado em 35%,diz Furlan (Gazeta Mercantil)
  Com inflação menor, Brasil amplia liderança no ranking dos juros reais (Folha de S. Paulo)
  Confiança sobe entre mais pobres (Valor Econômico)
  Costa congela verba para TV digital (Folha de S. Paulo)
  Crise do "mensalão" já assusta investidor (Folha de S. Paulo)
  Déficit da Previdência sobe no ano (Folha de S. Paulo)
  Descontentamento com distribuidoras pode reduzir reajuste de energia elétrica (Valor Econômico)
  Dólar afeta eletrônicos (Correio Braziliense)
  Emprego e renda vão bem no ano... (Gazeta Mercantil)
  Emprego formal cresce menos em junho (Valor Econômico)
  Estável, Selic amplia juro real (Valor Econômico)
  Furlan troca farpas com tucanos (Correio Braziliense)
  Governo arrecada R$ 7 bi acima do previsto (Folha de S. Paulo)
  HP vai demitir 14,5 mil funcionários para economizar US$ 1,9 bi por ano (Folha de S. Paulo)
  Índice de confiança de empresários volta a cair (Gazeta Mercantil)
  Instituto prevê aumento da carga tributária (Folha de S. Paulo)
  Juros devem ser mantidos pelo Copom (Correio Braziliense)
  Juros futuros têm leve oscilação (Gazeta Mercantil)
  Mais saúde, menos ausências (Correio Braziliense)
  Mercado atingiu R$ 1,05 bilhão no trimestre (Gazeta Mercantil)
  MP do Rio vai investigar como são informados encargos e taxas de juro (Valor Econômico)
  Novas facilidades para os devedores (Correio Braziliense)
  Operações contra sonegação são exemplares, diz Receita (Valor Econômico)
  Pedra no sapato (Correio Braziliense)
  Petrobras descarta reajustar preço já (Folha de S. Paulo)
  Petrobras tem mais prazo para sair da Transener (Gazeta Mercantil)
  Previdência poderá dar desconto para devedores (Valor Econômico)
  Procurador vai questionar bancos (Correio Braziliense)
  Receita espera a ajuda de "efeito Daslu" (Folha de S. Paulo)
  Receita multa Telemar em R$ 1,35 bi; empresa recorre (Folha de S. Paulo)
  Recordes sucessivos (Correio Braziliense)
  Serra ataca câmbio forte, e Furlan revida (Folha de S. Paulo)
  SP amplia para ICMS facilidades da MP do Bem (Valor Econômico)
  Varig quer descontar recebível com BB (Valor Econômico)
  Incentivo para TI da MP do Bem... (Gazeta Mercantil)
 Opinião
  A perigo a "Bancada do Zé" (Outros Jornais - HORA H NEWS)
  Como monitorar a sustentabilidade (Valor Econômico)
  Constituinte Revisora (Folha de S. Paulo)
  Copom pode esconder surpresa (Gazeta Mercantil)
  CPI preocupa mais que o Copom (Valor Econômico)
  Doha bate à porta (Gazeta Mercantil)
  Ética bolchevista (O Estado de S. Paulo)
  Ética e transparência (Folha de S. Paulo)
  Falta ética ou auditoria? (Gazeta Mercantil)
  FISCALIZAÇÃO NECESSÁRIA (Folha de S. Paulo)
  Libertarismo é a única resposta (Valor Econômico)
  MENORES À VENDA (Folha de S. Paulo)
  O "Kama Sutra" do PT pede atenção (Folha de S. Paulo)
  Os vetores do crescimento da China (Gazeta Mercantil)
  Para entender prisões e ações policiais (Folha de S. Paulo)
  Traição (Folha de S. Paulo)
  TROCA DE PAPÉIS (Folha de S. Paulo)
  Zumbis, surdos-mudos e cegos (O Estado de S. Paulo)
 Geral
  Curta - Manifestação da PF (Valor Econômico)
  ONG denuncia morte de índios no Brasil à ONU (Folha de S. Paulo)
  Um hóspede indesejado (Correio Braziliense)